PROJEFÉRIAS 2019.1 – CONSELHOS BÍBLICOS PARA O JOVEM CRISTÃO Estudo 05 – O juízo divino na vida do jovem cristão







IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE  DEUS  EM PERNAMBUCO SUPERINTENDÊNCIA DAS  CAMPANHAS  EVANGELIZADORA Pr. Presidente  Ailton  José  Alves PROJEFÉRIAS  2019.1 – CONSELHOS  BÍBLICOS  PARA O  JOVEM  CRISTÃO Estudo  05  –  O    juízo  divino  na  vida  do  jovem  cristão TEXTO BASE: Ec 11.9,10 INTRODUÇÃO.  O  sábio  Salomão  fez  uma  série  de  recomendações  aos  mais  jovens:  “Alegra-te,  jovem,  na  tua mocidade,  e  alegre-se  o  teu  coração  nos  dias  da  tua  mocidade,  e  anda  pelos  caminhos  do  teu  coração  e  pela  vista  dos teus  olhos...”  (Ec  11.9).  Caso  o  versículo  terminasse  com  estas  palavras,  certamente  muitos  entenderiam  que  o  sábio estaria  estimulando  uma  conduta  desregrada,  libertina,  em  que  o  divertimento  e  o  prazer  seriam  a  razão  da  vida  juvenil. O hedonismo,  então,  seria  o  estilo  de  vida  ideal  a  ser  seguido.  Há,  porém,  uma  ressalva  ao  final  do  texto  que  sufoca  toda e  qualquer  interpretação  liberal:  “sabe,  porém,  que  por  todas  essas  coisas  te  trará  Deus  a  juízo”  (11.9b). 1.  O  JUÍZO  É  ABRANGENTE.  O  sábio  Salomão  afirma  com  todas  as  letras  que:  “por  todas  essas  coisas te  trará Deus  a  juízo”.  O  jovem  cristão  precisa  estar  consciente  de  que  o  juízo  de  Deus  é  pleno,  totalmente  abrangente, minucioso.  Vejamos,  ao  menos,  três  áreas  em  que  se  manifestará  o  juízo  divino: a)  Julgamento  dos  Pensamentos.  A  Bíblia  é  muita  clara  ao  afirmar  que  é  da  mente  (coração)  que  procedem  as  saídas  da vida  (Pv  4.23).  O  próprio  Jesus  afirmou  que  do  coração  procedem  os  maus  pensamentos,  mortes,  adultérios,  fornicação, furtos,  falsos  testemunhos  e  blasfêmias  (Mt  15.19).  Todo  e  qualquer  ato  de  pecado  é  antecedido  por  um  processo  mental (Tg  1.14).  Fica  muito  evidente  que  até  os  pensamentos  do  homem  são  julgados  pelo  Senhor  (Mt  16.7-12;  Mc  2.6-12;  Lc 9.46-48).  O  apóstolo  Paulo  diz  que  o  juízo  divino  é  tão  rigoroso  que,  mesmo  as  intenções  do  cristão,  serão  julgadas  (I  Co 4.5).  Portanto,  o  jovem  cristão  deve  ocupar  a  mente  com  as  coisas  de  Deus  (Sl  19.4;  119.97;  Fp  4.8;  Cl  3.1,2),  pois  o Senhor  Onisciente  haverá  de  trazer  a  juízo  todos  os  seus  pensamentos; b)  Julgamento  das  palavras.  O  jovem  cristão  haverá  de  prestar  contas  também  de  cada  uma  das  palavras  proferidas  por ele  após  a  regeneração.  O  Senhor  Jesus  deu  tanta  importância  às  palavras  que  afirmou  categoricamente  serem  elas critério  de  juízo,  seja  para  a  justificação,  seja  para  a  condenação  (Mt  12.37).  O  apóstolo  Tiago  corroborou  este ensinamento  quando  disse  que  as  palavras  determinam  o  curso  da  vida  (Tg  3.4-6).  O  mesmo  apóstolo,  porém,  adverte que  de  uma  mesma  boca  não  podem  proceder  a  bênção  e  a  maldição,  pois  o  Senhor  trará  isso  a  juízo  (Tg  3.9-12). Portanto,  o  jovem  cristão  precisa  ter  muito  cuidado  com  palavras  ociosas  (Mt  12.36),  de  maldição  (Ex  21.17),  de falsidade  (Ex  23.7),  de  afronta  (I  Sm  17.8-11)  de  desprezo  (II  Rs  18.19-27),  grosseiras  (I  Sm  25.10,11),  imorais  (Ef  5.3), mentirosas  (Jo  8.44).  Ele  deve  seguir,  então,  a  recomendação  paulina:  “Não  saia  da  vossa  boca  nenhuma  palavra  torpe, mas  só  a  que  for  boa  para  promover  a  edificação,  para  que  dê  graça  aos  que  a  ouvem”  (Ef  4.29). c)  Julgamento  das  Obras.  O  Senhor  conhece  todas  as  nossas  obras  e,  com  base  nesse  conhecimento  pleno,  elas  serão trazidas  a  juízo  (Ap  2.2,9,13,19).  Tanto  as  obras  dos  salvos,  no  Tribunal  de  Cristo,  quanto  à  dos  ímpios,  no  Juízo  Final  (I Co  3.12-15;  Ap  20.11-13).  O  jovem  salvo  deve  buscar  o  enchimento  do  Espírito  Santo,  a  fim  de  que  o  caráter  de  Cristo seja  gerado  nele  e  todas  as  suas  obras  denunciem  que  ele  é  um  discípulo  de  Jesus  (At  11.26;  Gl  5.22).  É  preciso  viver  de tal  modo  que  todas  as  pegadas  do  Mestre  sejam  seguidas  e  que  nenhum  passo  seja  dado  fora  dos  trilhos  (I  Pe  2.21).  O jovem  cristão  precisa  ter  cuidado  para  não  ser,  à  semelhança  de  Adão,  surpreendido  com  a  pergunta  feita  a  Adão  no Éden:  “Por  que  fizeste  isso”?  (Gn  3.13). 2.  O  JUÍZO  É  INEVITÁVEL.  O  sábio  Salomão  está  fazendo  menção  de  um  juízo  inevitável:  “te  trará Deus  a  juízo”. Não  se  trata  de  uma  hipótese  ou  possibilidade,  mas  de  uma  certeza,  de  um  determinismo.  Todos  os  salvos,  inclusive jovens,  darão  inelutavelmente  conta  de  si  mesmos  a  Deus  (Rm  14.12).  A  expressão  paulina  deixa  claro  que  não  haverá exceções  ou  dispensas:  “Porque  todos  devemos comparecer  ante  o  tribunal  de  Cristo”  (II  Co  5.10).  Salomão,  no mesmo  livro  de  Eclesiastes  afirmou  algo  que  nos  faz  temer  e  tremer:  “Porque  Deus  há  de  trazer  a  juízo  toda  a  obra,  e até  tudo  o  que  está  encoberto,  quer  seja  bom,  quer  seja  mau”  (Ec  12.14).  Diante  dessa  realidade,  ao  jovem  cristão  não resta  outra  alternativa  senão  a  santificação  em  tudo,  pois,  em  tudo,  ele  será  julgado. CONCLUSÃO O jovem  cristão  é  livre  para  andar  livremente  nos  limites  da  vontade  de  Deus.