IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM PERNAMBUCO SUPERINTENDÊNCIA DAS CAMPANHAS EVANGELIZADORA Pr. Presidente Ailton José Alves PROJEFÉRIAS 2019.2 – CONSELHOS BÍBLICOS PARA O JOVEM CRISTÃO Aula 6: Os relacionamentos do jovem cristão TEXTO BASE: Ec 11.9,10 INTRODUÇÃO: É na juventude, principalmente na fase da adolescência, que o indivíduo aflora a necessidade de viver em grupo, pois, nesta fase ele está à procura de autonomia emocional e social e, portanto, busca construir grupos de amigos que simpatizam os mesmos gostos e ideais. Nessa faixa etária se começam as relações interpessoais mais definidas. Porém, o convívio social será sadio dependendo de como o jovem se relaciona com Deus e da forma como a sua autonomia e identidade foram formadas. 1. OS CONFLITOS DA RELAÇÃO INTRAPESSOAL: É o relacionamento consigo mesmo. a) Estar bem consigo mesmo. Ninguém pode se relacionar bem com outrem se não estiver bem consigo mesmo. Faz-se necessário que o indivíduo consiga se desenvolver bem como pessoa, isento de distúrbios de personalidade e com a adesão de valores elevados. Isso será fundamental para a saúde psíquica. Quando Jesus diz para amar o próximo como a si mesmo (Mt 22.39) entende-se que “estar bem” é a base para se relacionar em todas as instâncias. b) Problemas de uma introspecção doentia. Introspecção é reflexão que a pessoa faz sobre o que ocorre no seu íntimo, sobre suas experiência. Vivências dolorosas e a influência de pensamentos negativos podem produzir uma personalidade problemática. Por isso a Bíblia recomenda abandonar os ressentimentos (Hb 12.15). Eles são causadores de perturbações que encaminham a pessoa às neuroses de ansiedade, às drogas, ao isolamento social e até ao suicídio. O jovem cristão precisa pedir a direção de Deus para ser como Gaio que foi elogiado por ter sua alma sadia (3 Jo 1.2). c) Vivendo sem mágoas e ansiedades: A NAA traduz a primeira parte de Ec 10.10 assim: “Afaste do seu coração a mágoa...” [grifo nosso]. A NVI usa “ansiedade” em lugar de “mágoa”. Deduz-se que Salomão aconselha os jovens a aproveitar os prazeres da vida de forma que não se ressinta pela falta de equilíbrio emocional diante deles. Vencendo os conflitos da relação intrapessoal, o jovem estará pronto para se relacionar com seus pares. 2. OS CONFLITOS DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS: São os relacionamentos com as demais pessoas. a) Os desafios de viver em sociedade: Não obstante os seres humanos tenham sido criados para viverem em sociaedade, isso não é tarefa fácil. Em se tratando da adolescência e da juventude isso é um grande desafio, porque é a fase em que o indivíduo busca a conquista de espaço social e de seu lugar no grupo. Disputas amorosas, o narcisismo, a necessidade de compartilhar emoções, a necessidade de apoio afetivo fazem desencadear conflitos. Deve-se ter cuidado para não se tornar uma pessoa amarga, rancorosa e excluída do convívio social (Pv 15.13,15; 17.22). b) Lidando com as diferenças. Num grupo social as pessoas são diferentes, física, social e psiquicamente falando. É preciso aprender a conviver com as diferenças de raça, de condição humana, e, sobretudo, da maneira de ser de cada um. Lidar com as diferenças de forma sábia é uma necessidade de sobrevivência humana (Ef. 4.32). c) Evitando relações conflituosas: A expressão “afasta do teu coração a ira”, nos sugere que relacionamentos com ânimos exaltados devem ser evitados. Alimentar a ira não resolve o problema e não leva a pessoa a lugar nenhum (Pv 27.4; Sl. 37.8; Gl. 5.15). Caro jovem, não permita que seus relacionamentos com irmãos da fé e amigos sejam destrutivos; não alimente relações conflituosas; exercite o perdão e o bom diálogo, isso torna você uma pessoa inteligente, amadurecida e vitoriosa (Ec 7.9; Cl 3.13]. A essência do Evangelho é “amor sacrificial” e “perdão voluntário” (Rm 12.10; Mc 11.25). 3. A COMPREENSÃO SÁBIA DA VIVÊNCIA TERRENA a) Entenda que a juventude é passageira: Salomão demostra em suas sábias palavras que a adolescência e juventude são passageiras, portanto, devem ser vivenciadas com sabedoria. Isso se aplica a não perder tempo com coisas insignificantes. Se algo nos faz mal, será prudente abandoná-lo, daí a expressão: “afasta” e “remove” (v.10). b) Vivendo sob a perspectiva de Deus: A única maneira de viver bem, não apenas a juventude, como qualquer fase da vida, é fazer isso sob a perspectiva de Deus: aproveitar a vida com seus prazeres da forma que Ele projetou para serem desfrutados. Isso está longe de ser um fardo, é motivo de alegria (v.9). c) Não viver em função dos outros: O jovem precisa viver de forma que ele mesmo seja o protagonista de sua história. Não deve viver em função dos outros. Vão aparecer pessoas para atrapalharem seus planos e sonhos; em suas relações sociais, alguém pode os tirar do sério e tentar fazê-los errar o alvo, porém, a recomendação é “Não deixe que nada o preocupe ou faça sofrer...” (Ec. 10:10 NTLH). Amém. CONCLUSÃO: A maneira legitima de se experimentar uma vida social sadia é viver bem consigo mesmo e com o seu próximo, debaixo do ideal de Deus.
